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5 PERGUNTAS SOBRE FALTA DE ÁGUA



POR QUÊ FALTA ÁGUA?Gesner levanta três causas principais: urbanização crescente, com o surgimento de macrometrópoles com planejamento não voltado para um bom aproveitamento da água; o crescimento do consumo pelo aumento da classe média em economias emergentes; e o processo de desenvolvimento não sustentável, como o desmatamento às margens dos rios e a sobrecarga de utilização do lençol freático, que contribuem para que os mananciais sequem. 

FIM DA POROROCA







Inacreditável!!! Impressionante como estão acabando com as nossas florestas!! Desmatando, desviando rios para pastagem e simplesmente acabou a Pororoca! Um fenômeno que só ocorria no Brasil!
O termo pororoca é derivado do Tupi que designa “estrondo”, corresponde a um fenômeno natural onde acontece o encontro das águas de um rio com o oceano.
O fenômeno se torna mais evidente nas mudanças de fase da lua, especialmente na lua cheia e nova. Agora não existe mais! A água sumiu!

O processo ocorre quando os níveis das águas oceânicas se elevam e essas invadem a foz do rio, o confronto dessas águas promove o surgimento de grandes ondas que podem atingir até dez metros de largura e cinco de altura, podendo chegar a uma velocidade que oscila entre 30 e 35 quilômetros por hora. 

JOVEM DE 23 ANOS CRIA SISTEMA QUE ECONOMIZA DE 30% a 70% DE ÁGUA EM SP!



O projeto batizado de Agrosmart - Plataforma criada por Mariana de 23 anos!

Uma brasileira ganhou uma bolsa de estudos para estudar em uma universidade dentro de uma unidade da Nasa após ter encontrado uma solução para ajudar a resolver a questão da falta de água, um problema global que já atinge fortemente cidades como São Paulo.

ATÉ OS ÍNDIOS CANSARAM DE ESPERAR PELO GOVERNO!

Cansados da falta de assistência do governo, os indígenas da tribo Ka'apor resolveram fazer justiça com suas próprias mãos. Juntamente com outras quatro tribos, os índios resolveram organizar uma expedição para capturar e expulsar os madeireiros que atuam ilegalmente em seu território, no Alto Turiaçu, nordeste do Maranhão. As fotos são do dia 7 de agosto, mas só foram divulgadas pela agência Reuters hoje(04/09).







 




FONTE: Exame

SECA CATASTRÓFICA NA CALIFÓRNIA


Seca catastrófica da Califórnia está ficando cada vez pior  


A seca histórica que assola Califórnia conseguiu de alguma forma ser ainda pior. Na quinta-feira, os EUA com seu monitor da Seca informou que mais da metade do estado experimentará seca "excepcional", a categoria mais grave disponível. E a maior parte do estado - 81 por cento - tem atualmente um dos dois níveis mais intensos de seca.

Já quase esgotada a umidade do solo superficial do Estado e reservas de umidade do subsolo, de acordo com Brad Rippey do Departamento de Agricultura dos EUA, que escreveu o relatório do Monitor Seca (Seca Monitorada). E a Califórnia tem agora o mais curto vale de água do reservatório. Declarou o D.A.
Em janeiro, o governador Jerry Brown, declarou estado de emergência, pedindo que os californianos economizassem água sempre que possível. No início deste ano, a National Oceanic and Atmospheric Administration advertiu que a seca na Califórnia poderia intensificar. E antes mesmo do Monitor Seca informar, mais da metade do estado estava experimentando seca excepcional, esta seca já foi considerada a mais grave que Monitor Seca tem monitorado nos últimos 14 anos.

Claro, nem todo mundo está diminuindo o seu uso da água. O uso da água em áreas urbanas, na verdade subiu 1 por cento em maio , em grande parte devido a um aumento de 8 por cento no uso de água visto na parte costeira do estado. Como resultado, algumas áreas têm enviado "observador" a olhar para as pessoas que estão usando mais do que deveriam.


Alguns californianos começaram a ligar para seus vizinhos, reclamando de alguns desperdícios e denunciando para a agência de águas, também existem os grupos de vigilância de bairro para chamar atenção dos infratores e denunciá-los usando as redes sociais.


A nova regulamentação entrou em vigor em todo o estado na terça-feira barrando pessoas de lavar calçadas, roupas ou carros, de acordo com o Comitê Estadual de Controle de Recursos Hídricos da Califórnia. Estes regulamentos - que entrou em vigor no mesmo dia que uma enorme ruptura de água principal em Los Angeles que despejou milhões de litros de água no campus da UCLA - foram aprovadas no início deste mês , porque muitas áreas no estado dependem de conservação voluntária, o que não tem sido suficientemente eficaz.

Embora os problemas da Califórnia são particularmente graves, o estado não está sozinho em experimentar seca significativa no momento. Há grandes extensões de moderada a grave seca que se estende de Oregon para o Texas, com problemas afetando vários estados a oeste do rio Mississippi.
Algumas das mais severas secas fora da Califórnia estão impactando grandes bolsos em Oklahoma, Texas e, particularmente, Nevada, onde mais da metade do estado está experimentando atualmente uma das secas mais severas.

Funcionários do D. A disse no mês passado que o conteúdo de água que vem da neve, que fornece o máximo de um terço do abastecimento de água do estado após o degelo da primavera, é de apenas 20 por cento das médias anuais.

Baixa cobertura de neve combinado com recordes de baixa chuvas e uma população crescente tem significado um desastre para o Golden State.

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2569919/Shocking-pictures-California-drought-reveal-extent-

DESMATAMENTO CRESCE 358%

Cresce  358% desmatamento na Amazônia em junho/14

As notícias não poderiam ser piores. Aumentou em 358% odesmatamento na Amazônia Legal, região que engloba nove estados brasileiros e corresponde a quase 60% do território do país. O dado é do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)*, em Belém. Em junho de 2013 a área devastada era de 184 quilômetros quadrados e no mesmo mês deste ano pulou para 843 quilômetros quadrados.

Segundo os pesquisadores, o Pará foi o estado onde houve mais desmatamento (54%), seguido por Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Acre.

Outro estudo feito pelo mesmo instituto aponta a redução do tamanho das Unidades de Conservação e de Terras Indígenas como um dos principais responsáveis pela crescente degradação das florestas. Entre 2010 e 2012, um total de 19 unidades sofreu redução de limite ou de proteção por conta de empreendimentos de geração ou transmissão de energia.

Pesquisadores do Imazon recomendam que quando seja inevitável utilizar áreas protegidas para a construção de hidrelétricas ou de obras de infraestrutura pelo governo federal, por exemplo, que uma compensação seja feita em outro lugar – com o mesmo tamanho e relevância em biodiversidade da área afetada.

* Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia

JAPÃO RETORNO À ENERGIA NUCLEAR?

Usina de Sendai, no sul do Japão

Japão sinaliza retorno à energia nuclear

Segundo especialistas, usina de Sendai, no sul do país, é segura o suficiente para voltar a funcionar. Ambientalistas criticam avaliação, e governo quer antes ouvir a população.

Três anos após a catástrofe nuclear de Fukushima, governo aprova retomada da energia nuclear, anulando decisão do gabinete anterior de fechar todas as usinas até 2030.

Apesar de protestos da sociedade civil, a Autoridade de Regulação Nuclear (NRA) do Japão declarou que a usina de Sendai, no sul do país, está apta a funcionar novamente. Segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (16/07), com mais de 400 páginas, dois reatores da usina são seguros o suficiente para serem novamente ligados à rede elétrica.

Entretanto, um retorno à energia nuclear – desativada desde o desastre de Fukushima, há mais de três anos – pode demorar vários meses. Isso porque o governo japonês e a empresa operadora da usina de Sendai, a Kyushu Electric Power, concordaram em incluir a população e as autoridades locais na tomada de decisão sobre a volta à operação da planta.

Durante a assembleia da NRA sobre o assunto, que foi transmitida pela internet, ativistas protestaram contra a decisão, gritando: "Vocês deveriam ter vergonha!". Houve protestos também em frente à usina.




Em março de 2011, um terremoto e um tsunami atingiram a usina de Fukushima, no nordeste do país, provocando fusões nucleares no núcleo dos reatores. Devido à radioatividade, a região em torno da usina foi evacuada, com dezenas de milhares de pessoas tendo de deixar suas casas. Foi o mais grave acidente nuclear desde o de Chernobyl, em 1986. Por razões de segurança e manutenção, o Japão desligou todos seus reatores nucleares após o desastre.

O primeiro-ministro Shinzo Abe quer convencer a população a um retorno à energia nuclear, antes responsável por cerca de um terço da energia consumida no país. Somente assim seria possível diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados, argumenta. Segundo pesquisas recentes, cerca de 55% da população japonesa rejeita um retorno à energia nuclear.

A usina de Sendai está localizada a cerca de mil quilômetros ao sul de Tóquio, na ilha de Kyushu, e a apenas 50 quilômetros do vulcão ativo Sakurajima.

14 AGROTÓXICOS PROIBIDOS NO MUNDO E CONSUMIDOS NO BRASIL!

Especialista indica que pelo menos 30% de 20 alimentos analisados não poderiam estar na mesa do brasileiro

Os indicadores que apontam o pujante agronegócio como a galinha dos ovos de ouro da economia não incluem um dado relevante para a saúde: o Brasil é maior importador de agrotóxicos do planeta. Consome pelo menos 14 tipos de venenos proibidos no mundo, dos quais quatro, pelos riscos à saúde humana, foram banidos no ano passado, embora pesquisadores suspeitem que ainda estejam em uso na agricultura.
Em 2013 foram consumidos um bilhão de litros de agrotóxicos no País – uma cota per capita de 5 litros por habitante e movimento de cerca de R$ 8 bilhões no ascendente mercado dos venenos.
Dos agrotóxicos banidos, pelo menos um, o Endosulfan, prejudicial aos sistemas reprodutivo e endócrino, aparece em 44% das 62 amostras de leite materno analisadas por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) no município de Lucas do Rio Verde, cidade que vive o paradoxo de ícone do agronegócio e campeã nacional das contaminações por agrotóxicos. Lá se despeja anualmente, em média, 136 litros de venenos por habitante.
Na pesquisa coordenada pelo médico professor da UFMT Wanderlei Pignati, os agrotóxicos aparecem em todas as 62 amostras do leite materno de mães que pariram entre 2007 e 2010, onde se destacam, além do Endosulfan, outros dois venenos ainda não banidos, o Deltametrina, com 37%, e o DDE, versão modificada do potente DDT, com 100% dos casos. Em Lucas do Rio Verde, aparecem ainda pelo menos outros três produtos banidos, o Paraquat, que provocou um surto de intoxicação aguda em crianças e idosos na cidade, em 2007, o Metamidofóis, e o Glifosato, este, presente em 70 das 79 amostras de sangue e urina de professores da área rural junto com outro veneno ainda não proibido, o Piretroides.
Na lista dos proibidos em outros países estão ainda em uso no Brasil estão o Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram.
Chuva de lixo tóxico
“São lixos tóxicos na União Europeia e nos Estados Unidos. O Brasil lamentavelmente os aceita”, diz a toxicologista Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde. Conforme aponta a pesquisa feita em Lucas do Rio Verde, os agrotóxicos cancerígenos aparecem no corpo humano pela ingestão de água, pelo ar, pelo manuseio dos produtos e até pelos alimentos contaminados.
Venenos como o Glifosato são despejados por pulverização aérea ou com o uso de trator, contaminam solo, lençóis freáticos, hortas, áreas urbanas e depois sobem para atmosfera. Com as precipitações pluviométricas, retornam em forma de “chuva de agrotóxico”, fenômeno que ocorre em todas as regiões agrícolas mato-grossenses estudadas. Os efeitos no organismo humano são confirmados por pesquisas também em outros municípios e regiões do país.
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo a pesquisadora do Inca, mostrou níveis fortes de contaminação em produtos como o arroz, alface, mamão, pepino, uva e pimentão, este, o vilão, em 90% das amostras coletadas. Mas estão também em praticamente toda a cadeia alimentar, como soja, leite e carne, que ainda não foram incluídas nas análises.
O professor Pignati diz que os resultados preliminares apontam que pelo menos 30% dos 20 alimentos até agora analisados não poderiam sequer estar na mesa do brasileiro. Experiências de laboratórios feitas em animais demonstram que os agrotóxicos proibidos na União Europeia e Estados Unidos são associados ao câncer e a outras doenças de fundo neurológico, hepático, respiratórios, renais e má formação genética.
Câncer em alta
A pesquisadora do Inca lembra que os agrotóxicos podem não ser o vilão, mas fazem parte do conjunto de fatores que implicam no aumento de câncer no Brasil cuja estimativa, que era de 518 mil novos casos no período 2012/2013, foi elevada para 576 mil casos em 2014 e 2015. Entre os tipos de câncer, os mais suscetíveis aos efeitos de agrotóxicos no sistema hormonal são os de mama e de próstata. No mesmo período, segundo Márcia, o Inca avaliou que o câncer de mama aumentou de 52.680 casos para 57.129.
Na mesma pesquisa sobre o leite materno, a equipe de Pignati chegou a um dado alarmante, discrepante de qualquer padrão: num espaço de dez anos, os casos de câncer por 10 mil habitantes, em Lucas do Rio Verde, saltaram de três para 40. Os problemas de malformação por mil nascidos saltaram de cinco para 20. Os dados, naturalmente, reforçam as suspeitas sobre o papel dos agrotóxicos.
Pingati afirma que os grandes produtores desdenham da proibição dos venenos aqui usados largamente, com uma irresponsável ironia: “Eles dizem que não exportam seus produtos para a União Europeia ou Estados Unidos, e sim para mercados africanos e asiáticos.”
Apesar dos resultados alarmantes das pesquisas em Lucas do Rio Verde, o governo mato-grossense deu um passo atrás na prevenção, flexibilizando por decreto, no ano passado, a legislação que limitava a pulverização por trator a 300 metros de rios, nascentes, córregos e residências. “O novo decreto é um retrocesso. O limite agora é de 90 metros”, lamenta o professor.
“Não há um único brasileiro que não esteja consumindo agrotóxico. Viramos mercado de escoamento do veneno recusado pelo resto do mundo”, diz o médico Guilherme Franco Netto, assessor de saúde ambiental da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Na sexta-feira, diante da probabilidade de agravamento do cenário com o afrouxamento legal, a Fiocruz emitiu um documento chamado de “carta aberta”, em que convoca outras instituições de pesquisa e os movimentos sociais do campo ligados à agricultura familiar para uma ofensiva contra o poder (econômico e político) do agronegócio e seu forte lobby em toda a estrutura do governo federal.
Reação da Ciência
A primeira trincheira dessa batalha mira justamente o Palácio do Planalto e um decreto assinado, no final do ano passado, pela presidente Dilma Rousseff. Regulamentado por portaria, a medida é inspirada numa lei específica e dá exclusividade ao Ministério da Agricultura _ histórico reduto da influente bancada ruralista no Congresso _ para declarar estado de emergência fitossanitária ou zoossanitária diante do surgimento de doenças ou pragas que possam afetar a agropecuária e sua economia.
Essa decisão, até então era tripartite, com a participação do Ministério da Saúde, através da Anvisa, e do Ministério do Meio Ambiente, pelo Ibama. O decreto foi publicado em 28 de outubro. Três dias depois, o Ministério da Agricultura editou portaria declarando estado de emergência diante do surgimento de uma lagarta nas plantações, a Helicoverpa armigera, permitindo, então, para o combate, a importação de Benzoato de Emamectina, agrotóxico que a multinacional Syngenta havia tentado, sem sucesso, registrar em 2007, mas que foi proibido pela Anvisa por conter substâncias tóxicas ao sistema neurológico.
Na carta, assinada por todo o conselho deliberativo, a Fiocruz denuncia “a tendência de supressão da função reguladora do Estado”, a pressão dos conglomerados que produzem os agroquímicos, alerta para os inequívocos “riscos, perigos e danos provocados à saúde pelas exposições agudas e crônicas aos agrotóxicos” e diz que com prerrogativa exclusiva à Agricultura, a população está desprotegida.
A entidade denunciou também os constantes ataques diretos dos representantes do agronegócio às instituições e seus pesquisadores, mas afirma que com continuará zelando pela prevenção e proteção da saúde da população. A entidade pede a “revogação imediata” da lei e do decreto presidencial e, depois de colocar-se à disposição do governo para discutir um marco regulatório para os agrotóxicos, fez um alerta dramático:
“A Fiocruz convoca a sociedade brasileira a tomar conhecimento sobre essas inaceitáveis mudanças na lei dos agrotóxicos e suas repercussões para a saúde e a vida.”
Para colocar um contraponto às alegações da bancada ruralista no Congresso, que foca seu lobby sob o argumento de que não há nexo comprovado de contaminação humana pelo uso de veneno nos alimentos e no ambiente, a Fiocruz anunciou, em entrevista ao iG, a criação de um grupo de trabalho que, ao longo dos próximos dois anos e meio, deverá desenvolver a mais profunda pesquisa já realizada no país sobre os efeitos dos agrotóxicos – e de suas inseparáveis parceiras, as sementes transgênicas – na saúde pública.
O cenário que se desenha no coração do poder, em Brasília, deve ampliar o abismo entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Planejamento, de um lado, e da Saúde, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário, de outro. Reflexo da heterogênea coalizão de governo, esta será também uma guerra ideológica em torno do modelo agropecuário. “Não se trata de esquerdismo desvairado e nem de implicância com o agronegócio. Defendemos sua importância para o país, mas não podemos apenas assistir à expansão aguda do consumo de agrotóxicos e seus riscos com a exponencial curva ascendente nos últimos seis anos”, diz Guilherme Franco Netto. A queda de braços é, na verdade, para reduzir danos do modelo agrícola de exportação e aumentar o plantio sem agrotóxicos.
Caso de Polícia
“A ciência coloca os parâmetros que já foram seguidos em outros países. O problema é que a regulação dos agrotóxicos está subordinada a um conjunto de interesses políticos e econômicos. A saúde e o ambiente perderam suas prerrogativas”, afirma o pesquisador Luiz Cláudio Meirelles, da Fiocruz. Até novembro de 2012, durante 11 anos, ele foi o organizador gerente de toxicologia da Anvisa, setor responsável por analisar e validar os agrotóxicos que podem ser usados no mercado.
Meirelles foi exonerado uma semana depois de denunciar complexas falcatruas, com fraude, falsificação e suspeitas de corrupção em processos para liberação de seis agrotóxicos. Num deles, um funcionário do mesmo setor, afastado por ele no mesmo instante em que o caso foi comunicado ao Ministério Público Federal, chegou a falsificar sua assinatura.
“Meirelles tinha a função de banir os agrotóxicos nocivos à saúde e acabou sendo banido do setor de toxicologia”, diz sua colega do Inca, Márcia Sarpa de Campos Mello. A denúncia resultou em dois inquéritos, um na Polícia Federal, que apura suposto favorecimento a empresas e suspeitas de corrupção, e outro cível, no MPF. Nesse, uma das linhas a serem esclarecidas são as razões que levaram o órgão a afastar Meirelles.
As investigações estão longe de terminar, mas forçaram já a Anvisa – pressionada pelas suspeitas –, a executar a maior devassa já feita em seu setor de toxicologia, passando um pente fino em 796 processos de liberação avaliados desde 2008. A PF e o MPF, por sua vez, estão debruçados no órgão regulador que funciona como o coração do agronegócio e do mercado de venenos.

TELHA DE CANA DE AÇÚCAR SUBSTITUI O AMIANTO

Estudantes criam telha de cana de açúcar para substituir o amianto

Um grupo de formandos de Engenharia Química do Centro Universitário da FEI, de São Paulo, desenvolveu um projeto para a utilização de bagaço de cana-de-açúcar em substituição ao amianto na fabricação de telhas. Os primeiros resultados empolgaram os alunos: os testes mostraram que a telha construída com fibra de bagaço de cana (composta por polímeros naturais) é mais resistente à água do que as telhas comuns, feitas com amianto, por apresentar menor taxa de absorção de água.

O projeto foi apresentado no INOVA FEI 2013, evento que expôs os trabalhos de conclusão de curso de Engenharia Química, entre outras áreas, no campus São Bernardo do Campo, em dezembro. Banido em mais de 60 países, o amianto ainda é usado no Brasil, na área da construção – o país está entre os cinco maiores produtores, consumidores e exportadores de amianto do mundo.


FONTE: http://www.maxpressnet.com.br/

DEZ AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE EMPREGADAS NO ESTÁDIO ARENA PANTANAL

  


Projeto da Arena Multiuso Pantanal recebe prêmio de arquitetura em Londres


Comprometido com a sustentabilidade, com a responsabilidade socioambiental e com a requalificação urbana de Cuiabá, assim foi descrito o projeto arquitetônico da Arena Pantanal em um artigo publicado na edição de dezembro da revista Hábitat Sustentable, publicação científica chilena da Universidad del Bío-Bío que é referência em construções sustentáveis na América Latina.

O texto é assinado pelo arquiteto e urbanista Rodrigo Tóffano, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental (PPGEEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e o Prof. Dr. José Manoel Henriques de Jesus, que foi o seu orientador na dissertação de mestrado sobre a Arena Pantanal, pesquisa que foi noticiada no site da Secopa em março de 2013.

“Depois de alguns meses de espera o nosso artigo foi publicado nessa importante revista latino-americana e passa a ser ainda mais expressivo porque o primeiro jogo da Copa do Mundo em Cuiabá terá o Chile, seleção que enfrentará a Austrália no dia 13 de junho”, comemorou Tóffano.

Intitulado “Copa 2014 - diretrizes de sustentabilidade na concepção do projeto do novo verdão, a Arena Pantanal, em Cuiabá-MT", o artigo faz uma análise de dez ações de sustentabilidade empregadas no estádio: ambiente urbano e paisagístico; transportes; racionalização da água; conservação e reuso da água; fontes renováveis de energia; demanda minimizada de energia; materiais ecológicos; resíduos e reciclagem; conforto ambiental passivo; e conforto ambiental ativo.

Entre os pontos observados, destacam-se a economia de cerca de 40% do consumo de água em comparação com uma edificação semelhante, redução de 20% do consumo energético, reaproveitamento de 24 mil m³ de concreto e alvenarias do estádio demolido e o uso de madeiras e tijolos cerâmicos certificados.

“Elenco como positivos também a busca pelo melhor aproveitamento da iluminação natural e da ventilação cruzada, que favorecem a eficiência energética, a concepção da forma arquitetônica mais arejada e permeável, a criação de microclimas com vegetação, a utilização de espelhos de água e, ainda, o posicionamento da edificação e do campo, protegidos da insolação mais forte em razão de uma envoltória com brises metálicos associada a uma membrada vazada com tratamento termoacústico”, comentou o arquiteto e urbanista.


Concorrendo com prédios como aeroportos e outros estádios do continente americano, o projeto do arquiteto Sérgio Coelho levou o America´s Property Awards, na categoria empreendimentos públicos. A premiação será entregue no próximo dia 27/11, em Londres. 

Na ocasião será anunciado o vencedor global do prêmio realizado pela Bloomberg Television. O projeto de Cuiabá vai concorrer com empreendimentos da África, América, Europa, Ásia e Oriente Médio. “Estou nervoso: na China e no Oriente Médio tem projetos incríveis”, afirmou Coelho.

Ele atribui o reconhecimento internacional ao conceito de sustentabilidade do estádio que engloba desde o modo de fazer, com reaproveitamento do material e recursos naturais utilizados, até o conceito “multiuso” da arena. 

“Nenhum estádio do mundo hoje pensa no retorno vindo do futebol. O Brasil é atrasado quando a isso. Nosso diferencial é que pensamos as soluções para todos esses problemas durante um ano e meio”, ressaltou Coelho. 

A proposta do arquiteto inclui a possibilidade de o prédio abrigar um centro de convenções dentro dos mais de 6 mil metros quadrados que sobrarão com a flexibilização das arquibancadas. O projeto permite a redução da capacidade de 43 mil para 27 mil lugares.



Projeto da GCP Arquitetos ainda concorre na categoria mundial do prêmio
Crédito: Divulgação - GCP Arquitetos

Com vários diferenciais pensados desde o início do projeto, a Arena Multiuso Pantanal, que está sendo construída para o Mundial de 2014, em Cuiabá, virou um ‘papa-prêmio’ no ramo de arquitetura.
Outro diferencial proposto por Sérgio é a possibilidade de o estádio abrigar eventos de motocrossos, muito comuns em Mato Grosso. O atual campeão – e tetracampeão – brasileiro de motocrossos estilo livre (FMX) é o mato-grossense Gilmar Flores, o Joaninha.

O centro de convenções ficaria no chamado nível zero, mesmo do gramado, enquanto os níveis 20 e 30, onde ficarão os camarotes, seriam aproveitados para sala de reuniões. Como estes têm ligação e acesso direto ao gramado, Sérgio vislumbra até mesmo uma feira de agronegócios com exposições de máquinas e equipamentos no campo. “Isso é perfeitamente fácil de fazer”.

Futuramente, ele acredita que no local poderão funcionar faculdades de esportes e academias. “O mais interessante é que o projeto tem personalidade própria, seja no design, seja no conceito de uso. Admiro os outros projetos como o do Castelão e do Mineirão, mas são reformas em cima do que já existe. O nosso é um conceito novo, do zero”, disse Coelho.

A previsão é que o estádio fique pronto em dezembro de 2012 e receba os jogos da Copa das Confederações. O projeto é da GCP Arquitetos em parceria com o Grupo Stadia.

Fonte

7 CIDADES QUE DESPOLUÍRAM SEUS RIOS

  

7 cidades que despoluíram seus rios e podem inspirar Brasil

Em São Paulo, ninguém aprecia passar ao lado dos rios Pinheiro e Tietê para sofrer com o mau cheiro. Mas várias cidades do mundo conseguiram despoluir suas águas






1. Rio Sena, Paris (França)

O Sena, em Paris, foi degradado por conta da poluição industrial, situação comum a outros rios europeus. Neste caso, porém, houve um agravante: o recebimento de esgoto doméstico.


Por conta de seu estado lastimável, desde a década de 1920 o Sena é alvo de preocupações ambientais. Mas foi apenas em 1960 que os franceses passaram a investir na revitalização do local construindo estações de tratamento de esgoto. Hoje já existem 30 espécies de peixes no rio, mas o processo para que isso acontecesse foi lento.


No começo, havia apenas 11 estações em funcionamento. Em 2008 já eram duas mil, mas a meta é que em 2015 o rio já esteja 100% despoluído. Como parte do processo de tratamento de esgoto, o governo criou leis que multam fábricas e empresas que despejarem substâncias nas águas. Além disso, há um incentivo entre 100 e 150 euros por hectar para que agricultores que vivem às margens do rio não o poluam.




2. Rio Tâmisa, Londres (Reino Unido)


O Tâmisa tem quase 350 km de extensão e um longo histórico de poluição. As águas deixaram de ser consideradas potáveis ainda em 1610, por conta da falta de saneamento básico da Inglaterra. Ocorriam até mesmo mortes por cólera. Em 1858, no entanto, reuniões parlamentares precisaram ser suspensas por conta do mau cheiro das águas, o que levou os governantes a resgatar a vida do rio apelidado como “Grande fedor”.


Na época foi colocado em prática uma alternativa sem êxito, já que o sistema que coletava o esgoto despejava os dejetos recolhidos no rio a certa distância abaixo da cidade.


Apenas entre 1964 e 1984 novas ações de revitalização surtiram efeito. Foram criadas duas estações de tratamento de esgoto com investimentos de 200 milhões de libras. Quinze anos depois, um incinerador passou a dar destino aos sedimentos vindos do tratamento das águas, gerando energia para as duas estações. Fora isso, hoje dois barcos percorrem o Tâmisa de segunda a sexta e retiram 30 toneladas de lixo por dia.



3. Rio Tejo, Lisboa (Portugal)


Para despoluir o famoso rio de Lisboa foram investidos 800 milhões de euros. A revitalização, que se encerrou em 2012, incluiu obras de saneamento e renovação da rede de distribuição de águas e esgotos, visto que os dejetos eram depositados diretamente nas águas do rio. Foram beneficiados com o projeto 3,6 milhões de habitantes.


O Tejo é o maior rio da Europa ocidental e passou a ser despoluído com a criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em 2000. O plano envolveu a construção de infraestrutura de saneamento de águas residuais e renovação de condutas de abastecimento de água. Hoje, até golfinhos voltaram a saltar nas águas do rio europeu.



4. Rio Cheonggyecheon, Seul (Coreia do Sul)


Pode parecer mentira, mas os 5,8 km do rio que corta a grande metrópole de Seul foram totalmente revitalizados em apenas quatro anos. Hoje ele conta com cascatas, fontes, peixes e é ponto de encontro de crianças e jovens.


Seu renascimento começou em julho de 2003, quando o governo da cidade implodiu um enorme viaduto (com cerca de 620 mil toneladas de concreto) que ficava sobre o rio e começou, em paralelo, um grande projeto de nova política de transporte público e construiu diversos parques lineares, ampliando a quantidade de áreas verdes nas ruas para uma cidade sustentável. Todo o processo teve um investimento de 370 milhões de dólares.


Com as melhorias ambientais, a temperatura em Seul diminuiu 3,6°C, além de haver melhorias econômicas para a cidade. O rio sul-coreano era responsável pela drenagem das águas da metrópole com mais de 10 milhões de habitantes quando seu leito se tornou poluído. Hoje, as águas que correm por lá são bombeadas do Rio Han, outro que passou pelo processo de despoluição.




5. Rio Han, Seul (Coreia do Sul)


Formado pela confluência dos rios Namhan e Bukhan, ele passa por Seul e se junta ao rio Imjin, que em seguida deságua no Mar Amarelo. Com 514 km de extensão, sendo 320 navegáveis, o rio sempre teve papel fundamental para o desenvolvimento da região, visto que era fonte para a agricultura e o comércio, além de ajudar na atividade industrial e na geração de energia elétrica.


No entanto, o Rio Han sofreu grande degradação durante a Segunda Gerra Mundial e Guerra da Coreia, além de receber o despejo de esgoto.

Mas, em 1998, com o plano de Desenvolvimento e Implementação de Gestão da Qualidade da Água, o local mudou o seu destino. Com a revitalização do rio Cheonggyecheon, o Han também passou por mudanças e hoje é considerado limpo e já tem algumas espécies de peixe. O governo tem em prática, inclusive, o projeto Han Renaissance, que tem por objetivo revitalizar 12 parques à beira do rio.



6. Rio Reno, várias cidades da Europa


Com cerca de 1,3 mil km de extensão, o rio nasce nos Alpes Suíços e banha seis países europeus até desaguar no Mar do Norte, na Holanda. Durante muitos anos recebeu dejetos de zonas industrias, o que o levou a ser conhecido, em 1970, como a cloaca a céu aberto da Europa.


Um dos principais casos a contaminação aconteceu em 1986, quando 20 toneladas de substâncias altamente tóxicas foram despejadas no rio por uma empresa suíça. Com o ocorrido, o governos das cidades banhadas pelo Reno se reuniram e criaram o Programa de Ação para o Reno em 1987, investindo mais de 15 bilhões de dólares em sua recuperação, que contou com a construção de estações de tratamento de água monitorado. O resultado são 95% dos esgotos das empresas tratados e a existência de 63 espécies de peixes vivendo por ali hoje.



7. Rio Cuyahoga, Cleveland (Estados Unidos)


Localizado no estado de Ohio, ele conta com 160 km de extensão, passando pelo Parque Nacional do Vale Cuyahoga e desaguando no Lago Eire. Hoje ele é parte fundamental do ecossistema da região, sendo lar e fonte de sustento de diversos animais. No entanto, a história era bem diferente em um passado não muito distante.


Devido à atividade industrial maciça e o esgoto residencial da região entre Akron e Cleveland, o rio era bastante poluído. Para piorar a situação, em junho de 1969, uma mancha de óleo e outros produtos químicos incendiaram o rio. Por conta desses fatores, em 1970 foi assinado o Ato Nacional de Proteção Ambiental, que viabilizou a criação do Ato Água Limpa, em 1972, estipulando que todos os rios do país deveriam ser apropriados para a vida aquática e para o lazer humano.


Assim, Cleveland investiu mais de 3,5 bilhões de dólares para a purificação da água do Cuyahoga e dos seus sistemas de esgoto. E a previsão é de investir mais 5 bilhões nos próximos 30 anos para manter o bom estado de suas águas.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro...



Para que a Lagoa Rodrigo de Freitas, as lagoas da Barra da Tijuca e a Baía de Guanabara cheguem cristalinas à Olimpíada de 2016 a Cidade Maravilhosa deve gastar R$ 2 bilhões. Para tanto, o governo do estado de Maryland, nos Estados Unidos, vai colaborar com o programa de despoluição da cidade.

O Brasil não vai copiar o modelo da Baía de Chesapeake, implantado no nordeste dos Estados Unidos, mas quer aprender como funciona a gestão do modelo de sucesso. A parceria consiste na formação de quadros técnicos e uma metodologia de monitoramento para cada parâmetro, como a água, a terra e o ar.



O Plano Guanabara Limpa tem como meta o fim dos lixões que despejam chorume na baía, o aumento de 12% para 40% da população atendida por saneamento básico e a instalação de Unidades de Tratamento de Rio que vão retirar um terço da poluição despejada nas águas.

Enquanto isso, em São Paulo...



O Rio Tietê nasce na Serra do Mar e percorre mais de um km até o rio Paraná. Foi em 1930 que suas terras começaram a ser poluídas, quando ele assumiu a função de vazão para os esgotos da cidade. Apenas na região urbana, ele recebe cerca de 400 toneladas de esgoto diariamente.

Hoje, é considerado morto biologicamente, sendo casa apenas para fungos e bactérias. Em 1992, a Sabesp começou um projeto para melhorar a qualidade da água no rio, tratando o esgoto de 18 milhões de pessoas. O projeto está em sua terceira etapa, que custou R$ 3,9 bilhões, e ainda não apresentou melhoras significativas. Vale lembrar que a primeira etapa teve investimento de R$ 2,16 bilhões; a segunda, de R$ R$ 982 milhões.

De acordo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a meta é despoluir o Rio Tietê até 2025, por meio das obras de coleta e tratamento de esgoto desenvolvidas pelo Projeto Tietê. Para que o projeto seja finalizado, porém, serão gastos mais R$ 4 bilhões.



FONTE: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/7-cidades-que-despoluiram-seus-rios-e-podem-inspirar-brasil#1

LANÇAMENTO DO HERBÁRIO VIRTUAL

Herbário Virtual-Reflora será lançado na segunda-feira dia 30 de setembro.

A partir de segunda-feira (30), pesquisadores de todo o mundo e o público em geral terão acesso a mais de 420 mil imagens em alta resolução e dados de amostras de plantas brasileiras, com o lançamento do Herbário Virtual-Reflora.


A iniciativa é do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) em parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que sedia o Herbário Virtual, o Royal Botanic Gardens, Kew, no Reino Unido, o Muséum National d’Histoire Naturelle de Paris e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), com patrocínio das empresas Natura e Vale.

Nos séculos 18 e 19, naturalistas estrangeiros que visitavam ou residiam no Brasil, e alguns brasileiros, coletaram grande quantidade de amostras vegetais no país e as remeteram para herbários europeus. Essas amostras, denominadas tecnicamente “exsicatas”, são de fundamental importância para o conhecimento da flora brasileira. Para ter acesso a elas, os pesquisadores são muitas vezes obrigados a viajar para os países onde estão guardadas. A iniciativa de repatriá-las em formato digital e disponibilizá-las online visa, assim, dar um grande impulso para os diferentes tipos de estudos que elas possibilitam.

“O interesse nessas exsicatas não se resume à botânica. Elas são também um registro histórico do trabalho científico realizado no país, e proporcionam o conhecimento sobre quem fazia ciência, qual o pensamento e os métodos científicos utilizados em diferentes épocas, por naturalistas como Glaziou, Saint-Hilaire, Fée,von Martius”, explica a coordenadora do projeto, a pesquisadora Rafaela Campostrini Forzza, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Para a pesquisadora, herbários, virtuais ou físicos, são meios para obter informação de boa qualidade e para gerar conhecimentos que subsidiem a tomada de decisões, como as relativas à conservação da flora nativa.


Fonte: Ascom do CNPq - setembro, 2013.

GRANDE BARREIRA DE CORAL AMEAÇADÍSSIMA


Grande Barreira de Coral já perdeu metade dos corais


A Grande Barreira australiana de Coral, declarada Património da Humanidade em 1981, já perdeu mais de metade dos seus corais nos últimos 27 anos, revela um estudo hoje divulgado.


A investigação, realizada por peritos do Instituto Australiano de Ciências Marinhas, assinala que a destruição dos corais foi causada em 48 por cento pelas fortes tempestades e em 42 por cento pela presença de coroas de espinhos, acanthaster planci no nome científico.

Outro dos fatores indicados para o desaparecimento dos corais é a sua descoloração em consequência do stress provocado pelas alterações ambientais.

A investigação assinala também que se fossem aniquiladas as coroas de espinhos, a taxa anual de recuperação dos corais poderia aumentar em 0,89 por cento.
"Não podemos impedir as tempestades, mas podemos deter as coroas de espinhos e se o fizermos, daremos uma maior oportunidade à Grande Barreira para se adaptar "as novas condições como o aumento da temperatura da água do mar", explicou um dirigente do instituto.

O estudo salienta também que a Grande Barreira precisa entre 10 a 20 anos para recuperar, mas adverte que se as condições se mantiverem intactas, esta pode perder metade da sua diversidade atual até 2022.

As condições da Grande Barreira de coral, que alberga 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começaram a deteriorar-se na década de 1990 pelo impacto do aquecimento da água do mar, pelo aumento da sua acidez e maior presença de dióxido de carbono na atmosfera.




Agora quem ameaça de vez é a indústria de mineração da Austrália 

É tão absurdo que parece mentira. A historicamente irresponsável indústria de mineração da Austrália teve uma nova ideia: em meio à catástrofe das mudanças climáticas que assolam o nosso planeta, eles decidiram construir o maior complexo de mineração de carvão do mundo e, além disso, construir uma rota para o transporte que atravessa o maior tesouro ecológico que nós temos: a Grande Barreira de Corais!

Essa é uma ideia terrível, com consequências devastadoras – e o grupo de investidores que a apoia o projeto, chamado Aurizon, sabe disso. Mas eles estão começando a repensar o negócio e nossa comunidade pode dar o empurrão necessário para acabar com esse projeto de uma vez por todas. Um dos principais potenciais financiadores até mesmo já financiou campanhas de ativistas contra as mudanças climáticas!

Se 1 milhão de nós expressarmos nosso descontentamento com esse projeto maluco nos próximos dias, podemos fazer com que a Aurizon retire seus investimentos e talvez inclusive persuadir o primeiro-ministro australiano a tomar medidas contra o projeto. Vamos unir as nossas vozes pelo bom senso. Por favor acesse o link abaixo e assine.



EUA LANÇA PLANO CONTRA MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Barack Obama apresentou a primeira grande estratégia do país para reduzir suas emissões de gases efeito estufa, que inclui a imposição de limites para as emissões de termelétricas.

Em anúncio na tarde desta terça-feira na Universidade de Georgetown, em Washington, o presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou a primeira grande estratégia do país para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. O anúncio histórico tem uma ambição: influenciar a agenda climática global.


"Os níveis de gases de efeito estufo na nossa atmosfera estão altíssimos, gerando efeitos perigosos para o planeta", disse Obama na abertura do discurso. "Os últimos 12 anos, foram os mais quentes da história. As calotas polares tiveram degelo recordes. O mundo está mais quente do que nunca", afirmou Obama na abertura de seu discurso.

O presidente destacou outros efeitos nocivos do clima, como as secas e incêndios que afetaram a produção mundial de alimentos nos EUA e na Rússia no ano passado, o que causou o aumento dos preços dos alimentos. Lembrou também das fortes enchentes e furacões que varrem o país de forma cada vez mais severa, ano após anos, deixando vítimas fatais e vários desabrigados.

"Como presidente, como pai e como americano estou aqui pra dizer que precisamos agir. Eu me refuso a condenar nossa geração atual e gerações futuras à penúria", afirmou Obama. "Estou disposto a trabalhar com qualquer um, republicanos, democratas, independentes ... para combater esta ameaça, em nome dos nossos filhos."

Medidas do Plano

O plano americano de redução de emissões começa pelo setor de energia. "Vamos investir mais em tecnologias limpas, em fontes renováveis", diz Obama.

As propostas de Obama incluem a imposição de um limite para as emissões de carbono das termelétricas, que são responsáveis por dois terços das emissões de gases efeito estufa do país. Segundo a estratégia, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) deverá estabelecer padrões e limites para emissões de gases nocivos pelas usinas. "As usinas de energia ainda podem despejar quantidades ilimitadas de poluição de carbono no ar de graça. Isso não está certo ... e precisa parar", criticou.
De acordo com analistas internacionais, essa é uma das medidas que mais deve enfrentar a oposição da indústria do carvão, de muitos grupos empresariais e de parlamentares republicanos.

"Isso não significa que vamos parar de produzir e consumir combustíveis fósseis da noite pro dia. A transição para uma energia limpa é longa. Mas simplesmente não será através da extração de petróleo que conseguiremos encontrar nosso caminho da salvação contra a mudança climática", ponderou Obama.
O pacote inclui US $ 8 bilhões em garantias de empréstimos para a eficiência energética inovadora e projetos de redução de emissões por combustíveis fósseis, incluindo os esforços para capturar e armazenar as emissões de dióxido de carbono das usinas de carvão e gás natural.
Com foco nas fontes limpas, o presidente destacou o potencial do setor, que duplicou nos últimos anos. "A meta é duplicar de novo até 2020". Pelo plano, mais seis milhões de casas americanas deverão ser supridas por energia renovável nos próximos sete anos.

Além disso, o Departamento de Defesa, o maior consumidor de energia do país, deverá ter mais 3 GW de seu consumo vindo de fontes limpas. Já a meta para o governo federal será de 20% de renováveis até 2020.
O consumo individual de energia é outro ponto atacado pelo plano. Por isso, novos padrões de eficiência energética para aparelhos domésticos serão desenvolvidos, diz Obama.

Ações em conjunto


Barack Obama destacou que por mais que os EUA façam a sua parte, vai demorar um tempo até que as emissões globais de gases efeito estufa se estabilizem, uma vez que a concentração de partículas na atmosfera é bem alta. Por isso, diz Obama, os países precisam estar preparados para lidar com efeitos danosos das mudanças climáticas.

O presidente dos EUA disse que o país se compromete a ajudar nações em desenvolvimento (que por serem mais vulneráveis são as que pagam a maior conta das catástrofes climáticas) a fazer a transição para uma matriz de energia mais limpa e também desenvolver medidas de mitigação e adaptação aos efeitos do clima. Obama estendeu o apelo ao setor empresarial e disse que as mudanças climáticas são um desafio de todos.

"Os cientistas precisam desenvolver novos combustíveis, os engenheiros podem criar novas tecnologias e os empresários devem viabilizar a comercialização dessas novas tecnologias", defendeu.

"Usar menos energia suja, fazer a transição para fontes mais limpas de energia e desperdiçar menos energia ... este é o lugar onde precisamos ir", disse. "Se pudermos nos unir para isso, podemos definir um futuro sustentável para a geração futura", finalizou.

Fonte: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/obama-anuncia-plano-dos-eua-contra-mudancas-climaticas?page=1

SECA NO AMAZONAS

Foto ilustração:sosriosdobrasil.blogspot.com
Seca no Amazonas atinge 40 mil famílias e 25 cidades decretam situação de emergência
A seca que atinge o Amazonas desde o início de agosto já prejudicou cerca de 40 mil famílias. Segundo o governo estadual, dos 62 municípios amazonenses, 25 decretaram situação de emergência. Na última sexta-feira (08), a Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 21 deles.

Os municípios em situação de emergência por causa da estiagem são Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Tabatinga, Tonantins, Caapiranga, Boca do Acre, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Borba, Alvarães, Coari, Fonte Boa, Jutaí, Tefé, Uarin, Beruri, Manacapuru, Itacoatiara, Barreirinha e Parintins.

Segundo informações do governo do estado, a ação emergencial de ajuda humanitária aos municípios afetados começou esta semana com o envio de seis toneladas de alimentos. O chefe de gabinete da prefeitura de Ipixuna, Anísio Saturnino, disse que o transporte fluvial está comprometido em função da seca dos rios. “Os barcos não podem navegar. O transporte só pode ser feito por canoa. Alguns alimentos começam a faltar”, disse. Segundo Saturnino, o município (localizado no sudoeste do estado) aguarda para a tarde de hoje (11) a entrega, pela Defesa Civil do estado, de cestas básicas, filtros para água e medicamentos. Muitas pessoas estão sofrendo com problemas intestinais provocados pela má qualidade da água.

A geógrafa e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse que a seca que atinge o Amazonas é uma condição climática extraordinária decorrente do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), que ocorreu nos últimos meses de 2009 e deixou reflexos em 2010. “O El Niño de 2009 foi o pior das últimas três décadas e trouxe como consequência as fortes chuvas no Sul e a seca no Norte do país. Sempre quando ocorre um El Niño muito forte existem impactos no ano seguinte”.

Segundo Ane Alencar, a forte estiagem se deu em função também da maior frequência das secas no estado. “Desde 2000, as secas têm sido mais frequentes e mais intensas e a floresta não tem tido tempo de se recuperar”, disse. A temporada de chuvas na Amazônia, de acordo com a pesquisadora do Ipam, deve começar no fim de novembro.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil foi procurada nesta segunda-feira pela reportagem da Agência Brasil, mas até o momento não informou que medidas poderão set tomadas pelo governo federal em relação aos municípios afligidos pela estiagem.

Edição: Vinicius Doria