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5 PERGUNTAS SOBRE FALTA DE ÁGUA



POR QUÊ FALTA ÁGUA?Gesner levanta três causas principais: urbanização crescente, com o surgimento de macrometrópoles com planejamento não voltado para um bom aproveitamento da água; o crescimento do consumo pelo aumento da classe média em economias emergentes; e o processo de desenvolvimento não sustentável, como o desmatamento às margens dos rios e a sobrecarga de utilização do lençol freático, que contribuem para que os mananciais sequem. 

JOVEM DE 23 ANOS CRIA SISTEMA QUE ECONOMIZA DE 30% a 70% DE ÁGUA EM SP!



O projeto batizado de Agrosmart - Plataforma criada por Mariana de 23 anos!

Uma brasileira ganhou uma bolsa de estudos para estudar em uma universidade dentro de uma unidade da Nasa após ter encontrado uma solução para ajudar a resolver a questão da falta de água, um problema global que já atinge fortemente cidades como São Paulo.

SECA CATASTRÓFICA NA CALIFÓRNIA


Seca catastrófica da Califórnia está ficando cada vez pior  


A seca histórica que assola Califórnia conseguiu de alguma forma ser ainda pior. Na quinta-feira, os EUA com seu monitor da Seca informou que mais da metade do estado experimentará seca "excepcional", a categoria mais grave disponível. E a maior parte do estado - 81 por cento - tem atualmente um dos dois níveis mais intensos de seca.

Já quase esgotada a umidade do solo superficial do Estado e reservas de umidade do subsolo, de acordo com Brad Rippey do Departamento de Agricultura dos EUA, que escreveu o relatório do Monitor Seca (Seca Monitorada). E a Califórnia tem agora o mais curto vale de água do reservatório. Declarou o D.A.
Em janeiro, o governador Jerry Brown, declarou estado de emergência, pedindo que os californianos economizassem água sempre que possível. No início deste ano, a National Oceanic and Atmospheric Administration advertiu que a seca na Califórnia poderia intensificar. E antes mesmo do Monitor Seca informar, mais da metade do estado estava experimentando seca excepcional, esta seca já foi considerada a mais grave que Monitor Seca tem monitorado nos últimos 14 anos.

Claro, nem todo mundo está diminuindo o seu uso da água. O uso da água em áreas urbanas, na verdade subiu 1 por cento em maio , em grande parte devido a um aumento de 8 por cento no uso de água visto na parte costeira do estado. Como resultado, algumas áreas têm enviado "observador" a olhar para as pessoas que estão usando mais do que deveriam.


Alguns californianos começaram a ligar para seus vizinhos, reclamando de alguns desperdícios e denunciando para a agência de águas, também existem os grupos de vigilância de bairro para chamar atenção dos infratores e denunciá-los usando as redes sociais.


A nova regulamentação entrou em vigor em todo o estado na terça-feira barrando pessoas de lavar calçadas, roupas ou carros, de acordo com o Comitê Estadual de Controle de Recursos Hídricos da Califórnia. Estes regulamentos - que entrou em vigor no mesmo dia que uma enorme ruptura de água principal em Los Angeles que despejou milhões de litros de água no campus da UCLA - foram aprovadas no início deste mês , porque muitas áreas no estado dependem de conservação voluntária, o que não tem sido suficientemente eficaz.

Embora os problemas da Califórnia são particularmente graves, o estado não está sozinho em experimentar seca significativa no momento. Há grandes extensões de moderada a grave seca que se estende de Oregon para o Texas, com problemas afetando vários estados a oeste do rio Mississippi.
Algumas das mais severas secas fora da Califórnia estão impactando grandes bolsos em Oklahoma, Texas e, particularmente, Nevada, onde mais da metade do estado está experimentando atualmente uma das secas mais severas.

Funcionários do D. A disse no mês passado que o conteúdo de água que vem da neve, que fornece o máximo de um terço do abastecimento de água do estado após o degelo da primavera, é de apenas 20 por cento das médias anuais.

Baixa cobertura de neve combinado com recordes de baixa chuvas e uma população crescente tem significado um desastre para o Golden State.

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2569919/Shocking-pictures-California-drought-reveal-extent-

ESGOTAMENTO DO RIO PARAÍBA DO SUL EM SÃO PAULO

Guerra da água: ação de São Paulo já prejudica três usinas do Paraíba do Sul
Em documento, ONS alerta que medida levaria a ‘esgotamento completo’ em Paraibuna, Santa Branca e Funil


O rio Paraíba do Sul nasce na confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna, no município de Paraibuna, estado de São Paulo, percorre um pequeno trecho do sudeste de Minas Gerais, fazendo a divisa natural deste com o estado do Rio de Janeiro, atravessa grande parte desse último e tem sua foz no Oceano Atlântico próximo à cidade de São João da Barra. Seu percurso total é de 1.120 km, no sentido oeste para leste.

BRASÍLIA A ação do governo de São Paulo de descumprir determinação federal e reduzir deliberadamente a vazão da usina hidrelétrica de Jaguari, no interior do estado, já prejudica outras três hidrelétricas da bacia do Rio Paraíba do Sul, segundo documento obtido pelo GLOBO. As usinas afetadas também ficam em São Paulo. Por conta da seca, a Agência Nacional de Águas (ANA) havia determinado em julho uma operação especial para elevar a vazão desses reservatórios e fazer chegar volume de água mínimo de 165 metros cúbicos por segundo à barragem de Santa Cecília, em Barra do Piraí (RJ), onde fica o complexo de Lajes, da Light. Sem a água do Jaguari, outras represas têm de verter mais.

RESERVATÓRIOS PODEM SECAR

Em ofício enviado à ANA na segunda-feira, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS), Hermes Chipp, informou que a decisão de São Paulo “conduziria a um desestoque desproporcional entre o reservatório de Jaguari e os demais reservatórios da bacia”. A ação poderia secar outros reservatórios.

“Esta operação levaria a um esgotamento completo dos volumes úteis dos reservatórios de Paraíbuna, Santa Branca e Funil no decorrer do período”, disse Chipp. Esses reservatórios servem a três hidrelétricas, respectivamente de Cesp, Light e Furnas. O volume útil de Santa Branca, por exemplo, caiu de 35,2% para 31,8% em apenas oito dias, a partir de 1º de agosto, desde quando a ordem paulista pra reduzir a vazão do Jaguari entrou em vigor.

Segundo Chipp, com a medida, essas três usinas ficariam com “volumes armazenados próximos a 0% dos volumes úteis, caso não ocorra precipitação (chuva) significativa na bacia antes do final da estação seca”. A necessidade de chegar uma vazão mínima a Santa Cecília é fundamental para o abastecimento de água de parte do Rio e para as hidrelétricas da Light em Lajes.

Chipp informou no ofício que, por conta de um programa de recuperação do reservatório de Paraibuna, seria necessário agora elevar a vazão de Jaguari para além do que operava antes da determinação do governo de São Paulo à Cesp, de reduzir a saída de água. A União tem pressa para resolver a situação no Jaguari, pois é crítico o estado da bacia do Paraíba do Sul sem chuvas.

Sabemos que uma das soluções para a realidade de São Paulo hoje seria a despoluição do rio Tietê, mas parece que até agora parece não ver esta possibilidade.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/petroleo-e-energia/guerra-da-agua-acao-de-sao-paulo-ja-prejudica-tres-usinas-do-paraiba-do-sul-13556421#ixzz3A8C0v9mW

SECA NO AMAZONAS

Foto ilustração:sosriosdobrasil.blogspot.com
Seca no Amazonas atinge 40 mil famílias e 25 cidades decretam situação de emergência
A seca que atinge o Amazonas desde o início de agosto já prejudicou cerca de 40 mil famílias. Segundo o governo estadual, dos 62 municípios amazonenses, 25 decretaram situação de emergência. Na última sexta-feira (08), a Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 21 deles.

Os municípios em situação de emergência por causa da estiagem são Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Tabatinga, Tonantins, Caapiranga, Boca do Acre, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Borba, Alvarães, Coari, Fonte Boa, Jutaí, Tefé, Uarin, Beruri, Manacapuru, Itacoatiara, Barreirinha e Parintins.

Segundo informações do governo do estado, a ação emergencial de ajuda humanitária aos municípios afetados começou esta semana com o envio de seis toneladas de alimentos. O chefe de gabinete da prefeitura de Ipixuna, Anísio Saturnino, disse que o transporte fluvial está comprometido em função da seca dos rios. “Os barcos não podem navegar. O transporte só pode ser feito por canoa. Alguns alimentos começam a faltar”, disse. Segundo Saturnino, o município (localizado no sudoeste do estado) aguarda para a tarde de hoje (11) a entrega, pela Defesa Civil do estado, de cestas básicas, filtros para água e medicamentos. Muitas pessoas estão sofrendo com problemas intestinais provocados pela má qualidade da água.

A geógrafa e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse que a seca que atinge o Amazonas é uma condição climática extraordinária decorrente do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), que ocorreu nos últimos meses de 2009 e deixou reflexos em 2010. “O El Niño de 2009 foi o pior das últimas três décadas e trouxe como consequência as fortes chuvas no Sul e a seca no Norte do país. Sempre quando ocorre um El Niño muito forte existem impactos no ano seguinte”.

Segundo Ane Alencar, a forte estiagem se deu em função também da maior frequência das secas no estado. “Desde 2000, as secas têm sido mais frequentes e mais intensas e a floresta não tem tido tempo de se recuperar”, disse. A temporada de chuvas na Amazônia, de acordo com a pesquisadora do Ipam, deve começar no fim de novembro.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil foi procurada nesta segunda-feira pela reportagem da Agência Brasil, mas até o momento não informou que medidas poderão set tomadas pelo governo federal em relação aos municípios afligidos pela estiagem.

Edição: Vinicius Doria