O projeto não é de hoje não. Desde 2008, a Noruega e a Jordânia estão trabalhando em um projeto incrível, que pretende trazer vida para o deserto do Saara, a partir da criação de uma horta. Além de alimentos orgânicos, ela será fonte de água e energia limpa para o local.
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BORRAS DE CAFÉ VÃO GERAR ELETRICIDADE PARA RESIDÊNCIAS EM LONDRES
Quinze mil casas de Londres, Inglaterra, passarão a ser eletrificadas pela energia gerada por borras de café, afirmou o prefeito Boris Johnson. O processo vai ser desenvolvido pela empresa de biocombustíveis Bio-bean, especializada em transformar resíduos de café em energia, numa fábrica com a capacidade para processar 50.000 toneladas de borras de café.
PRIMEIRO PARQUE HÍDRICO DE ENERGIA RENOVÁVEL PARA EVITAR O CO²
Primeiro parque híbrido de energia renovável do Brasil vai evitar a emissão de 5 mil toneladas de CO2
ESTUDANTE DE 17 ANOS CRIA A INVENÇÃO QUE PURIFICA ÁGUA E GERA ELETRICIDADE
Invenção purifica água e gera eletricidade com ajuda do Sol
Cynthia Sin Nga Lam desenvolveu dispositivo eco-friendly, barato e portátil, que purifica águas residuais e gera eletricidade usando apenas a energia do Sol
São Paulo - Ainda existem 780 milhões de pessoas no mundo sem acesso à água potável e 1,3 bilhão sem energia elétrica.
Estes dados da ONU preocuparam tanto a estudante Cynthia Sin Nga Lam, que a australiana de 17 anos decidiu empenhar suas habilidades – e sua paixão por Química – para criar uma solução econômica para o problema.
A jovem inventora desenvolveu um dispositivo eco-friendly, barato e portátil, que purifica águas residuais e gera eletricidade usando apenas a energia do Sol.
JAPÃO RETORNO À ENERGIA NUCLEAR?
Usina de Sendai, no sul do Japão
Japão sinaliza retorno à energia nuclear
Segundo especialistas, usina de Sendai, no sul do país, é segura o suficiente para voltar a funcionar. Ambientalistas criticam avaliação, e governo quer antes ouvir a população.
Segundo especialistas, usina de Sendai, no sul do país, é segura o suficiente para voltar a funcionar. Ambientalistas criticam avaliação, e governo quer antes ouvir a população.
Três anos após a catástrofe nuclear de Fukushima, governo aprova retomada da energia nuclear, anulando decisão do gabinete anterior de fechar todas as usinas até 2030.
Apesar de protestos da sociedade civil, a Autoridade de Regulação Nuclear (NRA) do Japão declarou que a usina de Sendai, no sul do país, está apta a funcionar novamente. Segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (16/07), com mais de 400 páginas, dois reatores da usina são seguros o suficiente para serem novamente ligados à rede elétrica.
Entretanto, um retorno à energia nuclear – desativada desde o desastre de Fukushima, há mais de três anos – pode demorar vários meses. Isso porque o governo japonês e a empresa operadora da usina de Sendai, a Kyushu Electric Power, concordaram em incluir a população e as autoridades locais na tomada de decisão sobre a volta à operação da planta.
Durante a assembleia da NRA sobre o assunto, que foi transmitida pela internet, ativistas protestaram contra a decisão, gritando: "Vocês deveriam ter vergonha!". Houve protestos também em frente à usina.
Apesar de protestos da sociedade civil, a Autoridade de Regulação Nuclear (NRA) do Japão declarou que a usina de Sendai, no sul do país, está apta a funcionar novamente. Segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (16/07), com mais de 400 páginas, dois reatores da usina são seguros o suficiente para serem novamente ligados à rede elétrica.
Entretanto, um retorno à energia nuclear – desativada desde o desastre de Fukushima, há mais de três anos – pode demorar vários meses. Isso porque o governo japonês e a empresa operadora da usina de Sendai, a Kyushu Electric Power, concordaram em incluir a população e as autoridades locais na tomada de decisão sobre a volta à operação da planta.
Durante a assembleia da NRA sobre o assunto, que foi transmitida pela internet, ativistas protestaram contra a decisão, gritando: "Vocês deveriam ter vergonha!". Houve protestos também em frente à usina.
Em março de 2011, um terremoto e um tsunami atingiram a usina de Fukushima, no nordeste do país, provocando fusões nucleares no núcleo dos reatores. Devido à radioatividade, a região em torno da usina foi evacuada, com dezenas de milhares de pessoas tendo de deixar suas casas. Foi o mais grave acidente nuclear desde o de Chernobyl, em 1986. Por razões de segurança e manutenção, o Japão desligou todos seus reatores nucleares após o desastre.
O primeiro-ministro Shinzo Abe quer convencer a população a um retorno à energia nuclear, antes responsável por cerca de um terço da energia consumida no país. Somente assim seria possível diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados, argumenta. Segundo pesquisas recentes, cerca de 55% da população japonesa rejeita um retorno à energia nuclear.
A usina de Sendai está localizada a cerca de mil quilômetros ao sul de Tóquio, na ilha de Kyushu, e a apenas 50 quilômetros do vulcão ativo Sakurajima.
CORREIOS TESTAM CARRO ELÉTRICO
Os Correios começam a testar, na semana que vem, dois veículos elétricos para a entrega de encomendas, um em Brasília e outro em Curitiba, no Paraná. Eles foram recebidos hoje (24) pelo presidente da empresa, Wagner Pinheiro de Oliveira, entregues pelo diretor de Vendas a Empresas da Renault, Alexandre Oliveira.
O veículo elétrico tem autonomia de até 150 quilômetros em cada recarga, segundo o fabricante Marcelo Camargo/Agência Brasil
A montadora cedeu os carros em comodato para testes por quatro meses, com possibilidade de prorrogação por um ano. “Inicialmente, faremos os testes para verificar a viabilidade e a possibilidade de integrar os veículos à frota”, disse a vice-presidenta de Clientes e Operações dos Correios, Glória Guimarães.
A redução das emissões de gás carbônico é uma das ações previstas pelo Sistema de Gestão Ambiental dos Correios e também faz parte do programa de redução de emissões de carbono do setor postal da Internacional Post Corporation, da qual a empresa é signatária. A meta é reduzir em 20% as emissões de gases de efeito estufa até 2020.
Em Brasília, o veículo será utilizado em entregas na Asa Sul, Esplanada dos Ministérios e nos setores Comercial e Hoteleiro Sul. Um totem para a recarga do veículo foi disponibilizado pela Companhia Energética de Brasília no Centro de Transporte Operacional da empresa na capital federal.
Com frota total de 25 mil veículos, os Correios também preparam a compra de 1.200 motos elétricas, a serem adquiridas em 2014 e 2015. As motos foram testadas no ano passado e o processo de licitação deve ser aberto nas próximas semanas.
O automóvel cedido é do modelo Kangoo ZE e tem como características ser 100% elétrico. O veículo não emite nenhum poluente ou ruído e tem as mesmas funções e volume de carga do modelo com motor a combustão. Segundo a chefe do Projeto Veículo Elétrico no Brasil, Silvia Barcik, o veículo tem autonomia de 120 a 150 quilômetros a cada carga e é equipado com motor de 60 cv.
Ela explica que o carregamento leva de seis a oito horas e custa em torno de R$ 6 a R$ 7. “Faríamos a mesma distância gastando quatro vezes mais usando combustível, em torno de R$ 40, com o preço atual”, explicou. O custo de manutenção também é menor, caindo cerca de 40%, diz a chefe da Renault.
Com frota total de 25 mil veículos, os Correios também preparam a compra de 1.200 motos elétricas, a serem adquiridas em 2014 e 2015. As motos foram testadas no ano passado e o processo de licitação deve ser aberto nas próximas semanas.
O automóvel cedido é do modelo Kangoo ZE e tem como características ser 100% elétrico. O veículo não emite nenhum poluente ou ruído e tem as mesmas funções e volume de carga do modelo com motor a combustão. Segundo a chefe do Projeto Veículo Elétrico no Brasil, Silvia Barcik, o veículo tem autonomia de 120 a 150 quilômetros a cada carga e é equipado com motor de 60 cv.
Ela explica que o carregamento leva de seis a oito horas e custa em torno de R$ 6 a R$ 7. “Faríamos a mesma distância gastando quatro vezes mais usando combustível, em torno de R$ 40, com o preço atual”, explicou. O custo de manutenção também é menor, caindo cerca de 40%, diz a chefe da Renault.
CARROS MOVIDOS A ENERGIA SOLAR OU ELÉTRICA
Em muitas universidades, os investigadores começaram a encarar a utilização de veículos movidos a energia solar. O problema residia no fato de os colectores solares para instalar nos automóveis, serem muito volumosos.
Foi apresentado em Turim, o Fiat Phylla, um carro com funcionamento a base de energia elétrica coletada por painéis solares e motor de hidrogênio.
Feito inteiramente por materiais recicláveis e com zero de emissões de poluentes, o modelo deve circular com sua primeira frota em 2010, na Itália, e depois se expandir por outros mercados da Europa, segundo a montadora.
O carro pesa apenas 750 quilos com chassi de alumínio. Somente as baterias pesam cerca de 150 quilos.
Quanto às configurações de desempenho, depende dos dois modelos de bateria. A iônica de lítio permite que a máquina rode 145 quilómetros por carga, enquanto a de polímeros de lítio rende 220 quilómetros de autonomia. Ambas chegam à velocidade máxima de 130 quilômetros por hora e fazem de 0 a 50 quilômetros por hora em seis segundos.
Continuam porém a ser desenvolvidos muitos esforços no sentido de se conseguir solucionar esse problema. Há várias instituições mundiais a tentarem solucionar este obstáculo.
As novas gerações estão cientes de que a utilização de combustíveis fósseis em carros tem um impacto negativo no ambiente. Os estudos baseiam-se na quantidade de poluição que um carro produz. Procuram-se oportunidades de trabalho em conjunto nas pesquisas efectuadas em certos campos com quem investiga a utilização da energia solar em viaturas. Todos os esforços são canalizados concentrar as pesquisas para encontrar uma solução adequada ao problema.
Nos últimos 20 anos, a Panasonic instituiu um prémio com o tema do desafio solar. Mais de 300 equipas de todo o mundo trouxeram os seus carros a concurso. Para muitos o desafio das suas vidas é encontrar uma solução completa para carros com a energia solar. Cada vez se avança mais na tentativa de encontrar um sucesso fiável neste caminho. O próximo concurso da Panasonic vai realizar-se em Outubro deste ano.
As novas gerações estão cientes de que a utilização de combustíveis fósseis em carros tem um impacto negativo no ambiente. Os estudos baseiam-se na quantidade de poluição que um carro produz. Procuram-se oportunidades de trabalho em conjunto nas pesquisas efectuadas em certos campos com quem investiga a utilização da energia solar em viaturas. Todos os esforços são canalizados concentrar as pesquisas para encontrar uma solução adequada ao problema.
Nos últimos 20 anos, a Panasonic instituiu um prémio com o tema do desafio solar. Mais de 300 equipas de todo o mundo trouxeram os seus carros a concurso. Para muitos o desafio das suas vidas é encontrar uma solução completa para carros com a energia solar. Cada vez se avança mais na tentativa de encontrar um sucesso fiável neste caminho. O próximo concurso da Panasonic vai realizar-se em Outubro deste ano.
Foi apresentado em Turim, o Fiat Phylla, um carro com funcionamento a base de energia elétrica coletada por painéis solares e motor de hidrogênio.
Feito inteiramente por materiais recicláveis e com zero de emissões de poluentes, o modelo deve circular com sua primeira frota em 2010, na Itália, e depois se expandir por outros mercados da Europa, segundo a montadora.
O carro pesa apenas 750 quilos com chassi de alumínio. Somente as baterias pesam cerca de 150 quilos.
Quanto às configurações de desempenho, depende dos dois modelos de bateria. A iônica de lítio permite que a máquina rode 145 quilómetros por carga, enquanto a de polímeros de lítio rende 220 quilómetros de autonomia. Ambas chegam à velocidade máxima de 130 quilômetros por hora e fazem de 0 a 50 quilômetros por hora em seis segundos.
ENERGIA EÓLICA
ENERGIA EÓLICA
Energia eólica irá quadruplicar até 2030, diz Siemens
Segundo a empresa, esse mercado será impulsionado pelo forte crescimento na Ásia
Berlim - A Siemens espera que o mercado global de energia eólica mais do que quadruplique até 2030, impulsionado pelo forte crescimento na Ásia.
"O mercado vai se afastar da Europa significativamente", afirmou Markus Tacke, presidente-executivo da divisão de energia eólica da empresa alemã, em uma conferência sobre energia renovável em Berlim.
Ele disse que a capacidade instalada global de energia eólica aumentará para 1.107 gigawatts (GWs) em 2030, a partir de 273 GWs em 2012, com a Ásia e região do Pacífico respondendo por mais de 47 por cento do total, contra uma participação atual de 34 por cento.
A China está investindo bilhões de euros em energia eólica, que tem um custo competitivo melhor que o da energia solar e é parcialmente capaz de competir com o carvão e o gás. Ao mesmo tempo, subsídios de energia eólica na maior parte da Europa estão sendo lentamente reduzidos.
A região da Europa e Oriente Médio ainda é o maior mercado de energia eólica do mundo, com uma participação de 40 por cento que vai cair para 34 por cento até 2030.
A Siemens Wind Power, terceira maior fabricante mundial de turbinas eólicas, atingiu vendas de 3,555 bilhões de euros (4,76 bilhões de dólares) nos primeiros nove meses do ano fiscal da companhia alemã, com queda de 1 por cento na comparação anual. A divisão foi responsáveis por 6,4 por cento das vendas totais do grupo Siemens.
A margem de lucro para o período foi de 3,6 por cento, abaixo dos 4,7 por cento registrados um ano antes, já que a empresa foi forçada a registrar encargos decorrentes de problemas em algumas hélices de turbinas eólicas.
Segundo a empresa, esse mercado será impulsionado pelo forte crescimento na Ásia
Berlim - A Siemens espera que o mercado global de energia eólica mais do que quadruplique até 2030, impulsionado pelo forte crescimento na Ásia.
"O mercado vai se afastar da Europa significativamente", afirmou Markus Tacke, presidente-executivo da divisão de energia eólica da empresa alemã, em uma conferência sobre energia renovável em Berlim.
Ele disse que a capacidade instalada global de energia eólica aumentará para 1.107 gigawatts (GWs) em 2030, a partir de 273 GWs em 2012, com a Ásia e região do Pacífico respondendo por mais de 47 por cento do total, contra uma participação atual de 34 por cento.
A China está investindo bilhões de euros em energia eólica, que tem um custo competitivo melhor que o da energia solar e é parcialmente capaz de competir com o carvão e o gás. Ao mesmo tempo, subsídios de energia eólica na maior parte da Europa estão sendo lentamente reduzidos.
A região da Europa e Oriente Médio ainda é o maior mercado de energia eólica do mundo, com uma participação de 40 por cento que vai cair para 34 por cento até 2030.
A Siemens Wind Power, terceira maior fabricante mundial de turbinas eólicas, atingiu vendas de 3,555 bilhões de euros (4,76 bilhões de dólares) nos primeiros nove meses do ano fiscal da companhia alemã, com queda de 1 por cento na comparação anual. A divisão foi responsáveis por 6,4 por cento das vendas totais do grupo Siemens.
A margem de lucro para o período foi de 3,6 por cento, abaixo dos 4,7 por cento registrados um ano antes, já que a empresa foi forçada a registrar encargos decorrentes de problemas em algumas hélices de turbinas eólicas.
CARREGADOR DE IPHONE COM A ENERGIA DAS MÃOS
Capa recarrega iPhone apenas com a energia da força das mãos
Capa para iPhone tem função dupla: além de proteger o smartphone, gera energia
suficiente para recarregar a bateria Fotos: Divulgação
Embora os aparelhos de smartphone estejam cada vez mais desenvolvidos, modernos e repletos de inovações, um dos pontos que os fabricantes ainda deixam de resolver é o da bateria, que acabam deixando muita gente na mão, não é mesmo? Mas um projeto apresentado no site de financiamento coletivoKickstarter pretende minimizar o problema. Detalhe: por meio da força das mãos.
Batizada de "Mipwr Dinamo", a capa para iPhone tem função dupla: além de proteger o smartphone, gera energia suficiente para recarregar a bateria do telefone através de um campo eletromagnético criado quando uma alavanca que tem um imã interno se movimenta.
A energia gerada é armazenada em uma bateria de 400mA, com força suficiente para duas horas de ligação
De acordo com os inventores Bob Panos e Karl Lee, de Illinois (EUA), um minuto de movimento da alavanca é capaz de fornecer bateria suficiente para trinta segundos de ligação – o que parece pouco, mas deve ser o bastante para momentos de emergência.
Utilidade
A primeira versão do Mipwr Dinamo foi desenhada para os iPhones 4 e 4S, mas uma nova versão para o iPhone 5 já foi concluída e estará disponível assim que a meta da campanha no Kickstarter for atingida (US$ 78 mil) - até o fechamento deste post a cifra alcançada era de US$ 2.723,00.
Na campanha de divulgação do Mipwr Dinamo, os responsáveis pelo projeto dizem que o mecanismo é útil para “pais de adolescentes que vivem dando a desculpa que estão sem bateria quando saem sozinhos, homens de negócios e mães ocupadas que não têm tempo de carregar o celular, e fãs de esportes ao ar livre”, além de ser importante em momentos de desastres naturais, como o furacão Sandy, que atingiu os EUA em outubro de 2012.
RESIDÊNCIAS DE LUXO ADEREM A ENERGIA SOLAR
Painéis solares se tornam opção alternativa para o consumo de energia em residências de Manaus
O uso da energia solar através de painéis está se tornando, cada vez mais, uma opção viável para consumidores de residenciais e de condomínios de luxo na capital do Amazonas.
O uso da energia solar através de painéis está se tornando, cada vez mais, uma opção viável para consumidores de residenciais e de condomínios de luxo na capital do Amazonas.
Se antes essa forma de captação energética era empregada apenas em grandes construções, hoje ela está evoluindo como mais uma forma alternativa de geração de energia e ganhando espaço no mercado e na casa das pessoas.
Prova disso é o aumento na procura pelo sistema em razão do custo benefício, perceptível diante da economia de energia elétrica nas contas ao final do mês. A empresa Luz Solar, localizada na avenida Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), na Zona Centro-Sul, oferece possibilidades para o uso da tecnologia.
De acordo com seu proprietário, Roberto Lavor, 61, entrevistado por DINHEIRO, há vários tipos de kits com o sistema com preços que variam entre R$ 6 mil a R$ 7 mil, com 4 a 5 placas de potência maior ou menor.
Há ainda, o chamado Kit 2, composto com dois módulos solares de (100 w), um controlador de carga (12v), um inversor (300 w), bateria estacionária, quatro lâmpadas led e um kit com cabo e conectores, que daria para ligar, um televisor de 14”, um receptor de satélite, um ventilador e quatro lâmpadas led, ao preço de R$ 3.488.
“Depende muito de quais equipamentos o usuário quer distribuir a energia, mas quanto a isso, basta aumentar a quantidade de painéis solares”, explica o empresário.
Quanto ao funcionamento do sistema, Roberto informa que cinco horas de alimentação solar, pode gerar energia de até dois dias, por um período de quatro a cinco horas. Outra vantagem do equipamento é que o usuário pode monitorar a carga de energia, bem como o consumo e a tensão da bateria disponível, por meio de uma tela digital do gerador.
Sistema
Proveniente do Sol, a energia solar é captada por meio de painéis solares, formados por células fotovoltaicas, e transformada em energia elétrica ou mecânica. A redução de gastos chega a cerca de 30% a 45% no consumo de energia elétrica. O faturamento global da indústria de energia solar em 2013 chegou a 38 bilhões de dólares.
Demanda
O proprietário empresa Luz Solar destaca que o aumento no fluxo de pessoas à procura pelos painéis solares demanda em razão das falhas geradas no fornecimento de energia elétrica que assola a região. “Apesar do interesse maior de moradores das comunidades do interior, os residentes na capital, também estão cada vez mais, interessados no produto”, disse.
O exemplo citado por Roberto Lavor pode ser constatado em casas localizadas em condomínios de luxo, como o Residencial Ephigênio Salles e em algumas moradias em conjuntos e bairros da capital.
“Atualmente, economizar e a meta de muitas pessoas e grande parte do orçamento de uma família, está na conta de luz. Esse sistema de energia está crescendo em praticamente todas as camadas sociais, entre suas principais características positivas, destaca-se o fato de ser uma forma de energia renovável, inesgotável e limpa, não agredindo o meio ambiente”, comentou Roberto Lavor.
O empresário ressalta que a energia solar é considerada apenas uma forma complementar de energia, mas crê que o sistema deve ganhar impulso nos próximos anos. “Acredito que nos próximos anos vamos substituir gradativamente as fontes degradantes por outras, que são menos nocivas ao meio ambiente e mais segura para o consumidor”, completou.
Vale destacar que a loja Luz Solar também dispõe de uma gama de equipamentos movidos a energia solar como o carregador solar para ipad e a mochila com o mesmo sistema para notebook.
Região
Pelo menos 80% do atendimento elétrico às localidades consideradas isoladas do interior do AM poderia ser realizado a partir da geração de energia solar, diz setor de Projetos Especiais do Luz para Todos
Destaque
A Eletrobras Amazonas Energia já desenvolve desde 2011, o “Projeto 12 Miniusinas” em seis municípios do interior do Estado. O Projeto atende 222 unidades consumidoras, o que representa um universo de 1,3 mil pessoas que hoje utilizam energia elétrica gerada a partir da energia solar.
Prova disso é o aumento na procura pelo sistema em razão do custo benefício, perceptível diante da economia de energia elétrica nas contas ao final do mês. A empresa Luz Solar, localizada na avenida Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), na Zona Centro-Sul, oferece possibilidades para o uso da tecnologia.
De acordo com seu proprietário, Roberto Lavor, 61, entrevistado por DINHEIRO, há vários tipos de kits com o sistema com preços que variam entre R$ 6 mil a R$ 7 mil, com 4 a 5 placas de potência maior ou menor.
Há ainda, o chamado Kit 2, composto com dois módulos solares de (100 w), um controlador de carga (12v), um inversor (300 w), bateria estacionária, quatro lâmpadas led e um kit com cabo e conectores, que daria para ligar, um televisor de 14”, um receptor de satélite, um ventilador e quatro lâmpadas led, ao preço de R$ 3.488.
“Depende muito de quais equipamentos o usuário quer distribuir a energia, mas quanto a isso, basta aumentar a quantidade de painéis solares”, explica o empresário.
Quanto ao funcionamento do sistema, Roberto informa que cinco horas de alimentação solar, pode gerar energia de até dois dias, por um período de quatro a cinco horas. Outra vantagem do equipamento é que o usuário pode monitorar a carga de energia, bem como o consumo e a tensão da bateria disponível, por meio de uma tela digital do gerador.
Sistema
Proveniente do Sol, a energia solar é captada por meio de painéis solares, formados por células fotovoltaicas, e transformada em energia elétrica ou mecânica. A redução de gastos chega a cerca de 30% a 45% no consumo de energia elétrica. O faturamento global da indústria de energia solar em 2013 chegou a 38 bilhões de dólares.
Demanda
O proprietário empresa Luz Solar destaca que o aumento no fluxo de pessoas à procura pelos painéis solares demanda em razão das falhas geradas no fornecimento de energia elétrica que assola a região. “Apesar do interesse maior de moradores das comunidades do interior, os residentes na capital, também estão cada vez mais, interessados no produto”, disse.
O exemplo citado por Roberto Lavor pode ser constatado em casas localizadas em condomínios de luxo, como o Residencial Ephigênio Salles e em algumas moradias em conjuntos e bairros da capital.
“Atualmente, economizar e a meta de muitas pessoas e grande parte do orçamento de uma família, está na conta de luz. Esse sistema de energia está crescendo em praticamente todas as camadas sociais, entre suas principais características positivas, destaca-se o fato de ser uma forma de energia renovável, inesgotável e limpa, não agredindo o meio ambiente”, comentou Roberto Lavor.
O empresário ressalta que a energia solar é considerada apenas uma forma complementar de energia, mas crê que o sistema deve ganhar impulso nos próximos anos. “Acredito que nos próximos anos vamos substituir gradativamente as fontes degradantes por outras, que são menos nocivas ao meio ambiente e mais segura para o consumidor”, completou.
Vale destacar que a loja Luz Solar também dispõe de uma gama de equipamentos movidos a energia solar como o carregador solar para ipad e a mochila com o mesmo sistema para notebook.
Região
Pelo menos 80% do atendimento elétrico às localidades consideradas isoladas do interior do AM poderia ser realizado a partir da geração de energia solar, diz setor de Projetos Especiais do Luz para Todos
Destaque
A Eletrobras Amazonas Energia já desenvolve desde 2011, o “Projeto 12 Miniusinas” em seis municípios do interior do Estado. O Projeto atende 222 unidades consumidoras, o que representa um universo de 1,3 mil pessoas que hoje utilizam energia elétrica gerada a partir da energia solar.
Manaus (AM), 06 de Abril de 2014
Por: NAFÉRSON CRUZ
FONTE: http://acritica.uol.com.br/
Por: NAFÉRSON CRUZ
FONTE: http://acritica.uol.com.br/
FONTES RENOVÁVEIS & EMISSÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA
No contexto da gestão corporativa de emissões de gases de efeito estufa (GEE), o consumo de energia advinda de fontes renováveis emerge como uma das principais questões na discussão sobre estratégias de redução de emissões e de eficiência energética.
Por outro lado, as empresas ainda enfrentam dificuldades metodológicas na hora de contabilizar em seus inventários as emissões de Escopo 2 – aquelas provenientes do consumo de energia elétrica. Isso porque o fator de emissão utilizado para essa contabilização é o do Sistema Interligado Nacional (SIN), feito a partir de uma metodologia que congrega todas as fontes geradoras que lançam energia no grid mas que não distingue fontes renováveis e não-renováveis (fósseis). Ou seja, as empresas que consomem energia renovável e utilizam o fator de emissão do SIN para calcular suas emissões de Escopo 2 no inventário possuem um problema metodológico sério, pois as informações obtidas acabam não representando a realidade das emissões destas organizações.
Nesse sentido, o Programa Brasileiro GHG Protocol criou um grupo de trabalho (GT) com a proposta de debater formas e instrumentos para que as empresas brasileiras possam relatar de forma mais justa e coerente as suas emissões advindas do consumo de energia renovável no Escopo 2 de seus inventários. “Queremos pensar em como incentivar as empresas a comprar energia renovável direta, como beneficiá-las por isso e como refletir essa ação em seus inventários corporativos”, afirmou Beatriz Kiss, coordenadora do Programa Brasileiro. Os participantes do GT se reuniram no último dia 11 para debater estes temas, com a participação da Dr.ª Elbia Melo, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEOLICA) e especialista em regulação e mercados de energia elétrica.
Comércio de energia no Brasil
O Brasil possui um sistema elétrico grande e complexo, principalmente sob o ponto de vista da transmissão de energia: as principais unidades geradoras de energia elétrica estão espalhadas por todo o país, e estão interligadas a partir de uma rede nacional que transmite a energia gerada para os polos consumidores nas cidades. Essa rede nacional, o SIN, foi criada com o propósito de otimizar a produção de energia no país, centralizando as decisões de geração no Operador Nacional do Sistema (ONS).
O ONS toma as suas decisões com base num modelo de otimização da produção de energia, priorizando questões como custo e disponibilidade de recurso - e é exatamente por isso que o sistema brasileiro se sustenta majoritariamente na fonte hidrelétrica, explica Elbia Melo. “O sistema valoriza as fontes que são mais abundantes e baratas, e por isso a fonte hidrelétrica acaba operando na base desse sistema: o recurso para a geração está disponível na natureza e o custo de curto prazo da água é igual a zero”. Além do custo de curto prazo, o sistema também considera o custo de oportunidade da água, a partir de um modelo matemático que calcula e precifica a utilização do recurso da água e a sua disponibilidade futura para produção de energia.
Do ponto de vista do mercado, existem dois tipos de consumidores: os regulados ou cativos (70% do mercado), que não possuem opção de escolha na compra da sua energia, e os livres, que possuem esse poder de escolha (30%). Tanto consumidores regulados quanto livres compram a sua energia no mesmo sistema, com contratos registrados na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que serve como um operador financeiro do sistema.
As distribuidoras, que representam os consumidores regulados, compram a sua energia em leilões oficiais. “Antes de cada leilão, as distribuidoras mandam informações sobre a demanda prevista de eletricidade para a ANEEL [Agência Nacional de Energia Elétrica], que depois informa a CCEE, que é a responsável pelos leilões”, explicou Elbia. Já os consumidores livres não participam de leilões, comprando a sua energia diretamente da geradora ou de uma comercializadora.
Os avanços da fonte eólica
A fonte eólica vem ganhando relevância na estratégia de produção de energia elétrica no Brasil, especialmente desde o primeiro leilão de energia eólica, em 2009. Se a sua representatividade atual na matriz elétrica brasileira ainda é baixa (capacidade instalada de 2,5 GW no final de 2012, cerca de 2% da capacidade nacional), a expectativa é que nos próximos anos o seu peso dentro do quadro geral nacional aumente, com a conclusão de parques eólicos construídos a partir dos contratos firmados nos diversos leilões de energia eólica realizados desde 2009. “Olhando em termos globais de capacidade instalada, o Brasil é o oitavo em investimentos, e certamente está entre os cinco primeiros em aumento da capacidade instalada”, defendeu Elbia. Segundo a presidente executiva da ABEEOLICA, espera-se que a capacidade instalada de fontes eólicas no Brasil chegue a 5,9 GW no final de 2013 e a 8,8 GW em 2017.
O aumento do volume de investimentos, o avanço tecnológico e o barateamento de custos de produção e do preço da energia eólica evidenciam que esta fonte pode ser confiável para a matriz elétrica brasileira. O Brasil é o único mercado de energia em que os preços da fonte eólica não dependem de subsídios, sendo definidos livremente pelo mercado. Para Elbia Melo, um indicador dessa robustez da fonte eólica está no fator de capacidade (relação entre o potencial nominal e a geração efetiva de energia) apresentado pelos equipamentos de geração de energia eólica. “Na média, a fonte eólica apresenta 45% no Brasil, acima do fator de capacidade apresentado pela fonte hidrelétrica brasileira (32%), e em 2012 chegamos a apresentar 71%, o dobro da média global (35%)”.
Além do aspecto da geração de energia, a fonte eólica também tem um importante aspecto socioeconômico. Primeiro, ela evita a emissão de um volume relevante de CO2 (no Brasil, cerca de 100 mil toneladas de CO2 mensais foram evitadas em 2012). Segundo, ela gera em média 15 novos postos de trabalho para cada MW instalado, distribuídos em toda a sua cadeia. E terceiro, ela convive facilmente com outras atividades econômicas no mesmo local. “A fonte eólica é a única fonte de geração de energia que não é excludente: as regiões não precisam abrir mão de suas atividades para instalar um parque eólico, e contribui para a fixação do homem no campo e na distribuição de renda local”, defendeu Elbia.
E para incentivar o consumo de energia renovável por parte de grandes consumidores de energia, a ABEEOLICA, em parceria com a ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa), está trabalhando na criação de um certificado de energia renovável, que permite ao consumidor livre comprar energia certificada, advinda de projetos devidamente verificados, com um selo associado à fonte que poderá ser utilizado em produtos e serviços desses consumidores.
Complementariedade das fontes renováveis e net metering
Um aspecto importante que precisa ser considerado pelo governo na estratégia de geração de energia no Brasil é a complementariedade das fontes renováveis. As três fontes renováveis atualmente no mercado (eólica, biomassa e hidrelétrica) – sem contar com a solar, que ainda está em estágios anteriores de instalação no Brasil – possuem uma complementariedade importante que pode contribuir para o desenvolvimento de um sistema robusto de geração de energia que não dependa tanto de usinas termelétricas. “O governo brasileiro possui um discurso forte de segurança energética, e as fontes renováveis podem fazer parte do caminho para dar segurança ao nosso sistema elétrico a partir dessa complementariedade”, defendeu George Magalhães, pesquisador do GVces e do Programa Brasileiro.
E um caminho para aproveitar a complementariedade das fontes renováveis, especialmente para os consumidores livres, pode estar nas mudanças recentes aprovadas pela ANEEL sobre smart-grid e net metering. A resolução normativa Nº 482/2012 da ANEEL, aprovada no ano passado, permite a geração de energia por parte de consumidores finais para consumo próprio, além de autorizar o lançamento dessa energia gerada para o sistema de distribuição e a compensação por parte da distribuidora. “Se somarmos o net metering com as possibilidades de uma rede inteligente de distribuição, podemos vislumbrar a geração de energia dentro das residências, algo que já é realidade em alguns países”, aponta Elbia Melo.
Fator de emissão para consumo de energia renovável
O consumo de energia renovável já é uma realidade para diversas empresas brasileiras, como uma estratégia de redução das emissões associadas ao Escopo 2 de seus inventários. No entanto, persiste o desafio metodológico de como calcular um fator de emissão que reflita a realidade das emissões advindas do consumo de energia por parte dessas empresas. Por exemplo, o fator de emissão do SIN, comumente utilizado por organizações para mensurar as emissões associadas ao consumo de energia, não permite selecionar as fontes a serem consideradas em seu cálculo. Para complicar, a metodologia de cálculo do fator de emissão do SIN não é publicamente divulgada pelo MCTI.
“Pensemos em um grid, com diversas fontes geradoras e os consumidores: todas as fontes entregam a sua energia para o mesmo sistema, que faz a distribuição para os consumidores, que por sua vez não conseguem diferenciar qual é a fonte geradora da energia elétrica que eles consomem”, explica George Magalhães. Nesse caso, se todos os consumidores fizerem o cálculo a partir da média de todas as fontes geradoras e dividirem esse valor pela energia gerada em média, teríamos a totalidade das emissões necessárias para gerar aquela energia consumida, ou seja, o fator de emissão do SIN. “No entanto, temos uma limitação com relação aos geradores que utilizam o grid apenas para distribuir a energia, mas que geram e entregam toda a sua energia para apenas um consumidor – nesse caso, temos um problema metodológico: como ter um dado que expresse coerentemente a realidade das emissões”, aponta George.
Isso porque, geralmente, a energia renovável possui uma emissão associada muito baixa, e ainda que o grid brasileiro seja considerado limpo, as fontes renováveis têm um fator de emissão ainda mais baixo. Por exemplo, tanto a energia solar quanto a eólica não possuem emissões associadas à sua geração. Mesmo a biomassa (que emite metano e óxido nitroso na sua geração) e a hidrelétrica (que emite metano dependendo da existência e das condições de material orgânico no reservatório) conseguem apresentar um fator de emissão menor que o do SIN. Assim, não seria justo que os consumidores de renováveis utilizem o fator de emissão do SIN para mensurar as suas emissões no Escopo 2 do inventário. “O mais justo seria se ele (o consumidor) identificasse diretamente a fonte geradora que o está suprindo e calculasse o fator de emissão dessa fonte para poder reportar em seu inventário”, defendeu George.
Portanto, o desafio metodológico é como calcular o fator de emissão de fontes renováveis de energia, permitindo assim o relato coerente das emissões de Escopo 2 dos inventários corporativos. Alinhado a esse desafio, o GT de Energias Renováveis do Programa Brasileiro GHG Protocol propôs aos seus participantes pensar em formas de comunicar coerentemente as ações das organizações que estão fomentando e comprando energia renovável, e apoiar o ajuste para um cálculo correto do fator de emissão do SIN, no sentido de definir uma posição das empresas membro neste tema.
Proposta para o relato de emissões em inventários corporativos
Na segunda parte do GT, os participantes se reuniram para discutir os principais entraves para que isso seja feito de forma coerente. Baseando-se nesses desafios, os membros do Programa Brasileiro GHG Protocol apresentaram propostas para o relato das emissões associadas à energia renovável.
As propostas apresentadas serão enviadas a todos os membros do Programa para que seja escolhida aquela mais coerente segundo o grupo de empresas. A proposta escolhida deverá fazer parte dos inventários dos próximos ciclos de publicação do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Fonte: www.ghgprotocolbrasil.com.br/
TROCANDO LIXO RECICLÁVEL POR DESCONTO EM CONTA DE LUZ
Oito estados brasileiros trocam lixo reciclável por desconto na conta de luz.
Poucas pessoas recusariam um desconto na hora de pagar as contas do mês. E em alguns estados brasileiros, isso está se tornando realidade quando o assunto é conta de luz. As concessionárias de energia de oito unidades da federação - São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul e do Norte - já adotam programas que dão desconto na tarifa em troca de material reciclável.No Rio Grande do Sul, 32 contas de participantes foram zeradas, segundo a AES Sul. Iniciada em março deste ano, o projeto teve investimento de R$ 2,1 milhões da companhia.
Para descobrir quais cidades possuem o benefício, basta acessar o site da concessionária responsável pela área, onde as informações dos programas são detalhadas.
O projeto funciona da seguinte forma: o material recolhido pelo cliente é pesado e precificado conforme a tabela praticada pelo mercado de reciclagem. O quilo da lata de alumínio custa R$ 1,70, da garrafa PET R$ 1, do papel branco sai por R$ 0,48, do plástico por R$ 0,25, do papelão R$ 0,18 e o quilo de papel de jornal ou revista custa R$ 0,10.
A soma é registrada em um terminal eletrônico, que envia a informação para a distribuidora de energia. O cliente, por sua vez, ganha um cartão com as suas informações e o desconto já vem na próxima fatura.
Para participar, no entanto, é preciso fazer um cadastro na concessionária levando uma conta de luz com documento de identificação em um dos postos de pesagem.
Dentre os objetivos da campanha estão o foco no desenvolvimento sustentável, com a diminuição da emissão, do desperdício e do despejo incorreto de resíduos na área de concessão da distribuidora, além de seu manejo adequado.
Há ainda a economia de energia elétrica, pois a reciclagem evita o maior consumo de energia para a fabricação de novos produtos. Os cálculos são de que para cada três toneladas de resíduos recolhidos, o consumo mensal de cada unidade da federação caia cerca de 9,5 MW/h.
OS RESULTADOS DE CADA ESTADO
Na região Sudeste o programa vem fazendo sucesso em São Paulo. Sob administração da AES Eletropaulo, ele começou em maio de 2013 e tem como nome "Recicle Mais, Pague Menos".
O desafio é arrecadar, até o final do ano, 200 toneladas de papel, plástico e vidro. A pedra no sapato, no entanto, é que os postos de coleta precisam de pontos adequados para receber containers de seis metros de comprimento e dois de altura.
O Light Recicla, no Rio de Janeiro, também vem crescendo. Ele existe desde agosto de 2011 e até setembro deste ano já contabilizou 5.309 clientes cadastrados, 2 mil toneladas de material reciclável, além de arrecadar 6.865 litros de óleo vegetal.
Um ponto importante do Light Recicla: o consumidor pode tanto usufruir do desconto na sua conta como doar o bônus para projetos sociais.
Outro plano de sucesso é o do Ceará, que foi colocado em prática em fevereiro de 2007 pela Coelce com o nome Ecoelce. Até o meio do ano a companhia já havia concedido R$ 749 mil em créditos nas contas de energia, o que representa pagamentos feitos com aproximadamente 6 mil toneladas de resíduos recicláveis.
O sucesso foi tanto que, além de servir de inspiração para outras concessionárias da região Nordeste, como Pernambuco, em 2008 o Ecoelce foi um dos 10 vencedores do World Business and Development Awards, entregue pela ONU às empresas que mais contribuíram para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Já em 2011 surgiu o Ecocemar, projeto desenvolvido pela Companhia Energética do Maranhão. Desde o começo da iniciativa já foram coletados mais de 3 mil toneladas de resíduos e 14.733 clientes foram beneficiados.
A Bahia e o Rio Grande do Norte também fazem parte desta ação de reciclagem. Mas neles ela é implementada de forma diferente, com postos móveis.
Os dois estados optaram por fazer o serviço através de caminhões que visitam algumas cidades onde são recolhidos os matérias recicláveis. Assim, o consumidor deve apresentar no caminhão do programa a conta de energia do mês, um documento de identificação pessoal e o material reciclável a ser doado.
SECA NO AMAZONAS
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| Foto ilustração:sosriosdobrasil.blogspot.com |
A seca que atinge o Amazonas desde o início de agosto já prejudicou cerca de 40 mil famílias. Segundo o governo estadual, dos 62 municípios amazonenses, 25 decretaram situação de emergência. Na última sexta-feira (08), a Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 21 deles.
Os municípios em situação de emergência por causa da estiagem são Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Tabatinga, Tonantins, Caapiranga, Boca do Acre, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Borba, Alvarães, Coari, Fonte Boa, Jutaí, Tefé, Uarin, Beruri, Manacapuru, Itacoatiara, Barreirinha e Parintins.
Segundo informações do governo do estado, a ação emergencial de ajuda humanitária aos municípios afetados começou esta semana com o envio de seis toneladas de alimentos. O chefe de gabinete da prefeitura de Ipixuna, Anísio Saturnino, disse que o transporte fluvial está comprometido em função da seca dos rios. “Os barcos não podem navegar. O transporte só pode ser feito por canoa. Alguns alimentos começam a faltar”, disse. Segundo Saturnino, o município (localizado no sudoeste do estado) aguarda para a tarde de hoje (11) a entrega, pela Defesa Civil do estado, de cestas básicas, filtros para água e medicamentos. Muitas pessoas estão sofrendo com problemas intestinais provocados pela má qualidade da água.
A geógrafa e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse que a seca que atinge o Amazonas é uma condição climática extraordinária decorrente do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), que ocorreu nos últimos meses de 2009 e deixou reflexos em 2010. “O El Niño de 2009 foi o pior das últimas três décadas e trouxe como consequência as fortes chuvas no Sul e a seca no Norte do país. Sempre quando ocorre um El Niño muito forte existem impactos no ano seguinte”.
Segundo Ane Alencar, a forte estiagem se deu em função também da maior frequência das secas no estado. “Desde 2000, as secas têm sido mais frequentes e mais intensas e a floresta não tem tido tempo de se recuperar”, disse. A temporada de chuvas na Amazônia, de acordo com a pesquisadora do Ipam, deve começar no fim de novembro.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil foi procurada nesta segunda-feira pela reportagem da Agência Brasil, mas até o momento não informou que medidas poderão set tomadas pelo governo federal em relação aos municípios afligidos pela estiagem.
Edição: Vinicius Doria
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